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	<title>Sérgio Rodrigues &#187; talento</title>
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	<description>Jornalista, repórter e apresentador da TV Panorama de Juiz de Fora, afiliada da Rede Globo.</description>
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		<title>SERÁ QUE VOCÊ É SUBSTITUÍVEL???</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 12:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por e-mail
&#8220;Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra os gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: &#8220;ninguém é insubstituível&#8221;. A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por e-mail</p>
<p>&#8220;Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.</p>
<p>Agita as mãos, mostra os gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: &#8220;ninguém é insubstituível&#8221;. A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.<br />
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:</p>
<p>- Alguma pergunta?</p>
<p>- Tenho sim. E o Beethoven?</p>
<p>- Como? &#8211; O encara o diretor confuso.</p>
<p>- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?</p>
<p>Silêncio.<br />
Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.</p>
<p>Quem substitui Beethoven?<br />
Tom Jobim?<br />
Ayrton Senna?<br />
Ghandi?<br />
Frank Sinatra?<br />
Garrincha?<br />
Santos Dumont?<br />
Monteiro Lobato?<br />
Elvis Presley?<br />
Os Beatles?<br />
Jorge Amado?<br />
Pelé?<br />
Paul Newman?<br />
Albert Einstein?<br />
Picasso?<br />
Zico?<br />
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.<br />
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar &#8217;seus gaps&#8217;.<br />
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo&#8230;<br />
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.<br />
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.<br />
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em &#8216;melhorar as fraquezas de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.</p>
<p>Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: &#8220;Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias&#8230; e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém&#8230; pois nosso Zaca é insubstituível&#8221;</p>
<p>Portanto nunca esqueça: Você é um talento único, com toda certeza ninguém o substituirá.</p>
<p>&#8220;A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente, e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas enquanto estamos aqui, devemos aproveitá-la ao máximo.&#8221;</p>
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