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Conversava com amigos sobre rádio e dizia a eles da necessidade de mudanças na legislação de outorgas e concessões. Rádio é para radiodifusor! Tem que estar capacitado e fazer prova de aptidão específica para se garantir na atividade ou, do contrário, passa a vez (o canal) para outro. Isto seria democrático. Sim, porque há diferenças entre o radiodifusor empreendedor e o empreendedor de rádio. O primeiro age com razão, emoção e coração, gosta do negócio é do ramo. Trabalha para que a empresa dele sempre dê certo e, dá (veja exemplos em postagens anteriores). Já o empreendedor de rádio só pensa no ramo como negócio, só quer faturar; visa lucro. Se a coisa apertar corta gastos como, o papel higiênico, cafézinho, enche a empresa de avisinhos com recadinhos ridículos sugerindo economiazinhas burrinhas e outras coisinhas pequenininhas: gotinha d’agua no oceano. Se não resolver vende, aluga, troca um direito que não é dele. Assim, o rádio perde seu verdadeiro significado.

O Brasil está crescendo, os políticos mudando, devagar mas mudando. O Romildo Rosa (quantos são hein!) saiu de cena. Quem sabe aparece um bom representante do povo que mexa nesta caixa de vespas e lute para mudar os métodos para a concessão para a radiodifusão no pais.

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Quando ouço no ar, ou pela Internet, emissoras de rádio AM como a Jovem Pan e Bandeirantes de São Paulo, Vanguarda de Ipatinga, Difusora de Congonhas, Clube de Campo Belo, Caratinga, Tribuna de Vitória e de Cachoeiro do Itapemirim no ES, Bom Jesus, de Bom Jesus do Itabapoana RJ entre outras, fica a dúvida: será que só Juiz de Fora não vai pra frente? E, isso não é novo não. Há 30 anos, desde que comecei no rádio, arrastamos. Quantas histórias bonitas foram apagadas da memória: Rádio Industrial, virou Capital que virou protestante. Rádio Difusora(sucesso nos anos 70) que acabou, o canal foi concedido a Nova Cidade(sucesso dos anos 80), que virou Manchester que virou protestante. Rádio Solar, antiga Super B3(líder absoluta de audiência nas décadas de 70 e 80 e única a resistir com programação própria até o início de dezembro de 2008) que tirou do ar a programação. Sobrou a Rádio Juiz de Fora, repetidora da Globo que fala mais do Rio de Janeiro do que da cidade.

A ANATEL deveria cobrar mais empenho dos empresários do setor em seus negócios. Que tal a realização de provas para renovar a concessão que é pública. Não é assim que se faz hoje com os cartórios? Duvido que alguém vá querer perder o que investiu.

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