Arquivo de dezembro 2008
Conversava com amigos sobre rádio e dizia a eles da necessidade de mudanças na legislação de outorgas e concessões. Rádio é para radiodifusor! Tem que estar capacitado e fazer prova de aptidão específica para se garantir na atividade ou, do contrário, passa a vez (o canal) para outro. Isto seria democrático. Sim, porque há diferenças entre o radiodifusor empreendedor e o empreendedor de rádio. O primeiro age com razão, emoção e coração, gosta do negócio é do ramo. Trabalha para que a empresa dele sempre dê certo e, dá (veja exemplos em postagens anteriores). Já o empreendedor de rádio só pensa no ramo como negócio, só quer faturar; visa lucro. Se a coisa apertar corta gastos como, o papel higiênico, cafézinho, enche a empresa de avisinhos com recadinhos ridículos sugerindo economiazinhas burrinhas e outras coisinhas pequenininhas: gotinha d’agua no oceano. Se não resolver vende, aluga, troca um direito que não é dele. Assim, o rádio perde seu verdadeiro significado.
O Brasil está crescendo, os políticos mudando, devagar mas mudando. O Romildo Rosa (quantos são hein!) saiu de cena. Quem sabe aparece um bom representante do povo que mexa nesta caixa de vespas e lute para mudar os métodos para a concessão para a radiodifusão no pais.
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Quem está acompanhando o blog sabe da minha opinião sobre a crise que afetou as emissoras de rádio AM de Juiz de Fora. Parece que é o fim. Para tratar do assunto, hoje encontrei na palavra “trem” inspiração para falar de rádio. “TREM”; eis aí uma palavra de muitos significados. Trem, de trem mesmo e trem de mineiro … um trem, alguma coisa, um objeto. Exemplos e significados são muitos. Mas quero falar do “trem” da Internet. Não é possível fazer rádio hoje sem pensar na Internet, ferramenta de comunicação que nos coloca, em tempo real, em qualquer lugar do mundo transmitindo voz, imagens e dados. Enquanto emissoras de rádio, de grandes e pequenas cidades, já descobriram este “trem de doido”, por aqui ainda caminhamos a passos de tartaruga num aparente desinteresse pelo assunto. Vejam a Rádio Jovem Pan de São Paulo: lá, eles fazem rádio com imagem, mantém equipes trabalhando para o site com reportagens com som e imagem. É o rádio produzindo televisão. Em Juiz de Fora, daria para fazer isto também. É só ter vontade de trabalhar. Caso contrário, vamos continuar numa estação, vendo o “trem da modernidade” passar.
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Quando ouço no ar, ou pela Internet, emissoras de rádio AM como a Jovem Pan e Bandeirantes de São Paulo, Vanguarda de Ipatinga, Difusora de Congonhas, Clube de Campo Belo, Caratinga, Tribuna de Vitória e de Cachoeiro do Itapemirim no ES, Bom Jesus, de Bom Jesus do Itabapoana RJ entre outras, fica a dúvida: será que só Juiz de Fora não vai pra frente? E, isso não é novo não. Há 30 anos, desde que comecei no rádio, arrastamos. Quantas histórias bonitas foram apagadas da memória: Rádio Industrial, virou Capital que virou protestante. Rádio Difusora(sucesso nos anos 70) que acabou, o canal foi concedido a Nova Cidade(sucesso dos anos 80), que virou Manchester que virou protestante. Rádio Solar, antiga Super B3(líder absoluta de audiência nas décadas de 70 e 80 e única a resistir com programação própria até o início de dezembro de 2008) que tirou do ar a programação. Sobrou a Rádio Juiz de Fora, repetidora da Globo que fala mais do Rio de Janeiro do que da cidade.
A ANATEL deveria cobrar mais empenho dos empresários do setor em seus negócios. Que tal a realização de provas para renovar a concessão que é pública. Não é assim que se faz hoje com os cartórios? Duvido que alguém vá querer perder o que investiu.
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Publicado por Sérgio Rodrigues e arquivado em Sem categoria
Estamos sem rádio. Depois da extinção da Rádio Panorama, no mês de novembro, causada pelo fim do contrato de arrendamento do canal, chegou a vez da Rádio Solar AM tirar do ar sua grade de programação. A direção da mais antiga emissora de Minas, surpreendeu ao suspender uma programação de qualidade, com programas – únicos da cidade, que atendiam aos interesses da comunidade. Termina assim um ciclo da mais vitoriosa emissora de rádio do município. Uma pena! Fica a certeza de que Juiz de Fora está realmente carente de RADIODIFUSORES que pensem no negócio com a razão mas, que coloquem também um pouco de emoção em suas empresas. Profissionais bons, temos muitos e, cada vez mais sem espaço para exercer sua atividade. Com o fim da Rádio SOLAR AM, cai por terra o último pilar da história do rádio de Juiz de Fora. Os evangélicos estão de olho no canal. Nosso rádio acabou.
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